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Os Caretas

Diz a lenda, que os Caretas da Praia do Forte surgiram nos tempos da escravidão. Durante o Carnaval, os senhores permitiam aos escravos se expressarem culturalmente. Era a oportunidade que tinham de cultuar seus deuses e divindades, e também de assustar os filhos dos senhores de engenho, que residiam na Casa da Torre, no Farol Garcia D'Ávila.  

A máscara é sempre um disfarce. Tem presença marcante nos rituais e cerimônias coletivas que provocam nos participantes uma espécie de iluminação, uma consciência que os transporta para algo além, possibilitando enfrentar melhor as dificuldades do cotidiano. 

Seu Ulisses, um dos careteiros mais antigos da Praia do Forte, conta que quando criança levava várias carreiras dos Caretas. "As crianças se pelavam de medo e saíam correndo, largando tudo pelo caminho. Não podia deixar nada pra fora de casa que os Caretas levavam." 

A manifestação passada de pai para filho se mantém até hoje, mesmo com algumas perdas pelo caminho e algumas distorções, como a utilização de máscaras de borracha e o pedido de dinheiro aos turistas. Apoiadores locais e membros da comunidade se dispõem a manter a tradição viva, principalmente entre as crianças. O careteiro participa de oficinas e ensina a fazer o molde, a forma, a expressão, a cara do Careta, conta e reconta as histórias de seus tempos de menino. 

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